01.04.2026 às 09:08
Larissa Santos Rodrigues Assessoria de Imprensa Silvestrin
Com a taxa de desemprego em 5,1% no quarto trimestre de 2025, uma das menores da série histórica, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), empresas brasileiras têm intensificado a revisão de políticas de controle de jornada e produtividade para lidar com a consolidação do trabalho híbrido e a maior competição por talentos.
No mesmo levantamento, o cenário de mercado de trabalho mais aquecido indica aumento do poder de negociação dos profissionais, o que tem levado organizações de setores como tecnologia, serviços e indústria a manterem modelos flexíveis de trabalho mesmo após o período mais agudo da pandemia.
Esse movimento, no entanto, tem elevado a complexidade da gestão de pessoas. Com equipes distribuídas entre casa e escritório, empresas enfrentam dificuldades para registrar jornadas, controlar horas extras e garantir o cumprimento de intervalos legais, além de monitorar produtividade e engajamento.
Na indústria, o cenário é agravado pela desaceleração da atividade. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o faturamento do setor ficou praticamente estável em 2025, com variação de 0,1% em relação a 2024, o que tem pressionado empresas a buscar ganhos de eficiência operacional e maior controle de custos indiretos, incluindo a gestão do tempo de trabalho.
Segundo José Silvestrin, diretor da Silvestrin, a combinação entre mercado de trabalho aquecido e transformação dos modelos de trabalho exige mudanças estruturais na gestão das empresas: “O trabalho híbrido se consolidou ao mesmo tempo em que as empresas passaram a operar em um ambiente de maior pressão por produtividade e gestão mais rigorosa dos recursos. Isso elevou a importância de sistemas confiáveis de registro de jornada e de políticas claras sobre horas extras e disponibilidade fora do expediente”, afirma.
Nos setores de serviços e tecnologia, onde o trabalho remoto é mais difundido, a principal preocupação tem sido a dificuldade de separar tempo de trabalho e tempo pessoal, o que aumenta a incidência de jornadas prolongadas e o risco de disputas trabalhistas. Já na indústria, o desafio está na coexistência de equipes presenciais e remotas, exigindo políticas diferenciadas e maior integração entre áreas operacionais e administrativas.
Além dos aspectos legais, empresas também relatam impactos na cultura organizacional e na gestão de desempenho. A supervisão de equipes distribuídas, a avaliação por resultados e a comunicação entre áreas tornaram-se pontos centrais para a manutenção da produtividade.
Para o especialista, o cenário atual representa uma fase de transição nas relações de trabalho. “Estamos vivendo um período de ajuste. As empresas que conseguirem estruturar políticas claras, investir em tecnologia de controle de ponto e capacitar lideranças para gerir equipes híbridas estarão mais preparadas para reduzir riscos e melhorar a performance organizacional”, conclui.
Sobre a Silvestrin
A Silvestrin é uma empresa que atua de forma estratégica ao lado das áreas de Recursos Humanos, oferecendo consultoria especializada para apoiar empresas na construção de ambientes de trabalho mais seguros, eficientes e em conformidade com a legislação. Com foco na prevenção de riscos, organização de processos e fortalecimento das práticas de gestão de pessoas, a empresa auxilia o RH desde rotinas trabalhistas e relações sindicais até auditorias, políticas internas e suporte em tomadas de decisão. A proposta é transformar o RH em um parceiro ainda mais estratégico do negócio, unindo segurança jurídica, eficiência operacional e valorização das pessoas.
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