Campo Grande / MS Segunda-feira, 11 de Maio de 2026

Escolha sua cidade

Campo Grande Água Clara Alcinópolis Amambai Anastácio Anaurilândia Angélica Antônio João Aparecida do Taboado Aquidauana Aral Moreira Bandeirantes Bataguassu Batayporã Bela Vista Bodoquena Bonito Brasilândia Caarapó Camapuã Caracol Cassilândia Chapadão do Sul Corguinho Coronel Sapucaia Corumbá Costa Rica Coxim Deodápolis Dois Irmão do Buriti Douradina Dourados Eldorado Fátima do Sul Figueirão Glória de Dourados Guia Lopes da Laguna Iguatemi Inocência Itaporã Itaquiraí Ivinhema Japorã Jaraguari Jardim Jateí Juti Ladário Laguna Carapã Maracaju Miranda Mundo Novo Naviraí Nioaque Nova Alvorada do Sul Nova Andradina Novo Horizonte do Sul Paraíso das Águas Paranaíba Paranhos Pedro Gomes Ponta Porã Porto Murtinho Ribas do Rio Pardo Rio Brilhante Rio Negro Rio Verde de Mato Grosso Rochedo Santa Rita do Pardo São Gabriel do Oeste Selvíria Sete Quedas Sidrolândia Sonora Tacuru Taquarussu Terenos Três Lagoas Vicentina

Notícias / Cultura

24.04.2026 às 13:06

Meio século em harmonia: a história viva da Banda Sinfônica Municipal

Assessoria SEGOV

Ao erguer a batuta, o maestro não conduz apenas músicos: conduz uma história. Uma trajetória feita de persistência, encontros e transformação cultural que chega aos 50 anos em 2026. “A música emociona, a música alcança”, resume o maestro da Banda Sinfônica Municipal, Edilson Aspet de Azambuja, ao explicar o que sustenta a banda ao longo do tempo.


Essa história começa antes mesmo da criação oficial. Em 1962, um projeto de educação musical no Bairro Amambaí já formava jovens e despertava talentos. Em 1976, a iniciativa se tornou pública, dando origem à Banda Marcial de Campo Grande, o primeiro passo de uma caminhada que nunca mais parou.


Ao longo das décadas, a banda cresceu, se reinventou e ganhou novos contornos. De marcial à banda de música e agora, à formação sinfônica, ampliou repertórios, incorporou instrumentos e aprofundou sua atuação na música de concerto. Nem sempre foi fácil. “A arte ainda precisa de apoio”, reconhece o maestro. Ainda assim, a música resistiu.



Esse valor também é reconhecido pelo poder público. Para a prefeita Adriane Lopes, a Banda Sinfônica Municipal representa mais do que uma instituição artística. “É um patrimônio imaterial da nossa cidade, que carrega a nossa história, nossas raízes e a identidade cultural do nosso povo. Valorizar a banda é valorizar a memória e o futuro de Campo Grande”.


Mais do que apresentações, a banda construiu pessoas. Formou músicos, abriu caminhos e se tornou parte da identidade cultural da cidade. Muitos dos que passaram por ali seguiram carreira pelo país. “O maior legado é o fazer musical”, afirma Edilson.



Em quase cinco décadas, foram milhares de apresentações em escolas, praças e grandes eventos. Momentos importantes marcaram essa trajetória, mas o sentido permanece simples: “a gente faz música para as pessoas ouvirem”.


A história do maestro se confunde com a da própria banda. Ele chegou jovem, como aluno, e percorreu todos os caminhos até a regência. Hoje, carrega o orgulho de ter crescido junto com a instituição. “É uma experiência única estar aqui nesse momento”, diz.


Aos 50 anos, a banda não encerra um ciclo: abre outro. Com reestruturações recentes e novos projetos, amplia horizontes e reforça seu papel cultural. Mais do que nunca, segue conectada à cidade e ao público.



Porque, no fim, o que permanece é isso: a música como encontro, memória e continuidade. E enquanto houver quem escute, a Banda Sinfônica Municipal seguirá afinando o passado e ensaiando o futuro.


Comentários
informe o texto a ser procurado
Voltar ao topo