Campo Grande / MS Sábado, 11 de Julho de 2026

Escolha sua cidade

Campo Grande Água Clara Alcinópolis Amambai Anastácio Anaurilândia Angélica Antônio João Aparecida do Taboado Aquidauana Aral Moreira Bandeirantes Bataguassu Batayporã Bela Vista Bodoquena Bonito Brasilândia Caarapó Camapuã Caracol Cassilândia Chapadão do Sul Corguinho Coronel Sapucaia Corumbá Costa Rica Coxim Deodápolis Dois Irmão do Buriti Douradina Dourados Eldorado Fátima do Sul Figueirão Glória de Dourados Guia Lopes da Laguna Iguatemi Inocência Itaporã Itaquiraí Ivinhema Japorã Jaraguari Jardim Jateí Juti Ladário Laguna Carapã Maracaju Miranda Mundo Novo Naviraí Nioaque Nova Alvorada do Sul Nova Andradina Novo Horizonte do Sul Paraíso das Águas Paranaíba Paranhos Pedro Gomes Ponta Porã Porto Murtinho Ribas do Rio Pardo Rio Brilhante Rio Negro Rio Verde de Mato Grosso Rochedo Santa Rita do Pardo São Gabriel do Oeste Selvíria Sete Quedas Sidrolândia Sonora Tacuru Taquarussu Terenos Três Lagoas Vicentina

Notícias / Saúde

24.06.2026 às 07:05

Frio aumenta em até 30% o risco de infarto; saiba por que o coração sofre mais no inverno

Vasoconstrição causada pelas baixas temperaturas exige cuidados redobrados, aponta cardiologista Dr. Ricardo Ferreira

Thierre Silva Moneta Comunicação

Com a chegada das frentes frias e a proximidade do inverno, a atenção com a saúde costuma se voltar para as doenças respiratórias, mas é no sistema cardiovascular que mora um dos maiores perigos desta estação. De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), há um aumento de até 30% nos casos de infarto agudo do miocárdio durante os dias mais frios do ano. Esse fenômeno não é uma coincidência, mas sim uma resposta física direta do organismo às baixas temperaturas, exigindo cuidados redobrados, especialmente para idosos, hipertensos e pessoas com histórico de problemas cardíacos.

 

De acordo com o Dr. Ricardo Ferreira, cardiologista do Centro Cardiológico, o principal mecanismo por trás desse risco é a vasoconstrição, um processo natural em que os vasos sanguíneos se contraem para evitar a perda de calor e manter os órgãos vitais aquecidos. No entanto, ao estreitar as artérias, o corpo força o coração a trabalhar com muito mais intensidade para bombear o sangue, o que eleva a pressão arterial de forma súbita. Para quem já possui placas de gordura nas artérias, essa pressão extra e o estresse térmico podem provocar a ruptura dessas placas, levando à formação de coágulos e, consequentemente, ao entupimento dos vasos, resultando em um infarto ou em um acidente vascular cerebral (AVC).

 

O Dr. explica que, além das alterações vasculares, o inverno altera a própria composição do sangue. O frio aumenta a viscosidade sanguínea e a atividade das plaquetas, tornando o sangue mais "grosso" e propenso à coagulação. Somado a isso, o período é marcado por uma maior incidência de infecções respiratórias, como gripe e pneumonia. “Essas infecções geram um estado inflamatório generalizado no organismo que sobrecarrega ainda mais o músculo cardíaco, funcionando como um verdadeiro gatilho para eventos cardiovasculares graves em indivíduos vulneráveis”, orienta o cardiologista.

 

Para mitigar esses riscos, o especialista alerta que a prevenção vai além de apenas usar um bom casaco. “É fundamental manter a hidratação em dia, já que a sensação de sede diminui no frio, evitar mudanças bruscas de temperatura e vacinar-se contra a gripe e a pneumonia”, afirma. O Dr. recomenda, ainda, a prática de atividades físicas, levando em consideração apenas que sejam feitas em ambientes controlados ou nos horários mais quentes do dia, sempre com um aquecimento prolongado para preparar o sistema circulatório.

 

O especialista conclui lembrando que ficar atento a sinais como dor no peito, falta de ar inexplicável, palpitações ou tonturas e buscar atendimento médico imediato, caso sinta estes sintomas, são atitudes que se tornam ainda mais vitais quando os termômetros despencam.

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva

Clique Para Download

Dr. Ricardo Ferreira Silva é graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018.

 

Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.


Comentários
informe o texto a ser procurado
Voltar ao topo