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05.08.2026 às 08:00
Fazer graduação no Reino Unido não parece mais um bom negócio
Assessoria
the News
Um levantamento mostrou que as contratações no Reino Unido recuaram ao longo deste ano. Agora, as vagas para recém-formados estão no menor patamar desde 2020.
Somado a isso, as vagas abertas caíram 11% entre janeiro e julho. O número de ofertas disponíveis no país está 32% abaixo do nível pré-pandemia.
Na contramão dessa queda, as vagas que pedem habilidades em inteligência artificial bateram recorde, aparecendo em 9,4% dos anúncios no país.
O Reino Unido enfrenta uma crise crescente de desemprego jovem desde a pandemia. Para se ter ideia, +1 milhão de britânicos entre 16 e 24 anos estão fora da escola, do trabalho e de qualquer treinamento.
Parte da explicação está no aumento dos custos da folha de pagamento e impostos, e em ajustes estruturais que aconteceram no país pós-pandemia e pós-Brexit.
Isso significa que o mercado de trabalho britânico está sob pressão generalizada. Com menos portas de entrada para o primeiro emprego, são os jovens — que investem entre R$ 70 mil e R$ 200 mil na sua graduação — que mais sentem o baque.
O novo primeiro-ministro, Andy Burnham, anunciou na semana passada um plano para alinhar o ensino técnico e a formação profissional de jovens às necessidades reais do mercado de trabalho local.
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Outras regiões do mundo também já registram uma alta na taxa de desemprego entre jovens de 16 a 24 anos. Na China, esse número chega a 15,6%, enquanto na União Europeia fica em 15,1%.
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