A China anunciou que vai injetar US$ 45 bi em oito grandes instituições financeiras. O Ministério das Finanças emitirá títulos especiais para bancar a operação, que é a maior recapitalização do setor em quase duas décadas.
O movimento eleva para 500 bilhões de yuans o total injetado pelo governo desde o início de 2025. A medida é um esforço para manter o crédito fluindo em meio à desaceleração da segunda maior economia do mundo.
(Imagem: Bloomberg)
Explicando:
A economia chinesa está no seu pior momento, com a meta do país mais baixa desde 1991. Como solução, Pequim quer garantir que os bancos continuem emprestando dinheiro, mesmo com a economia mais fraca.
Os bancos chineses nunca ganharam tão pouco com juros. Para se ter ideia, a margem líquida de juros dos bancos chineses caiu a mínimas históricas, o que reduz a capacidade das instituições de reforçar capital só com lucros retidos.
Não é a primeira vez que Pequim faz isso. Em 1998 , o governo chinês já havia socorrido os mesmos grandes bancos estatais para evitar uma crise de crédito. A diferença é que, hoje, o problema é a dificuldade dos bancos de gerar lucro