13.03.2026 às 17:36
Assessoria Hospital e Maternidade Santa Joana
A descoberta de uma gravidez nem sempre ocorre nas primeiras semanas, especialmente quando não há planejamento reprodutivo ou quando a mulher apresenta ciclos menstruais irregulares. Nas fases iniciais, os sintomas podem ser sutis e facilmente atribuídos ao estresse, alterações hormonais ou cansaço acumulado, o que torna o atraso menstrual o sinal mais evidente, ainda que muitas vezes percebido tardiamente.
A ginecologista Dra. Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana, explica que além da ausência da menstruação, é comum que a paciente observe mamas mais sensíveis, aumento do sono, fadiga persistente, maior frequência urinária e cólicas leves. Um sintoma relatado por muitas mulheres é a ocorrência dos sentidos mais aguçados, como a alteração do paladar, com sensação de maior intensidade de sabor dos alimentos, e maior sensibilidade a cheiros que antes seriam habituais. Os conhecidos enjoos e vômitos podem surgir, mas não são obrigatórios.
O diagnóstico tardio é mais comum do que se imagina. Um estudo publicado no Journal of the Royal Society of Medicine (JRSM) mostra que cerca de 1 em cada 475 mulheres não percebe a gestação até a 20ª semana. Já a não percepção até o momento do parto ocorre em aproximadamente 1 a cada 2.500 gestantes, taxa comparável à incidência de eclâmpsia.
“Algumas pacientes não identificam a gravidez porque já convivem com ciclos muito irregulares ou tiveram falhas no anticoncepcional sem perceber a ovulação”, explica a especialista. Segundo Dra. Karina, mulheres com sobrepeso podem demorar mais a notar mudanças físicas, e aquelas em fase de transição para o climatério também enfrentam dúvidas, já que ambas as situações envolvem irregularidade menstrual e fadiga. “Apesar do climatério ter mais de 30 sintomas relacionados, as náuseas e enjoos não fazem parte deles. Esse pode ser um sinal mais claro que ajude a levantar a suspeita”, completa.
A principal preocupação diante de uma detecção tardia é o impacto no pré-natal, que deve começar idealmente ainda dentro do primeiro trimestre (até a 12a- 13a semana). A ausência de acompanhamento precoce impossibilita a realização de exames essenciais, a suplementação adequada (como ácido fólico, ferro e ômega-3) e o diagnóstico antecipado de condições silenciosas, como hipertensão gestacional e diabetes melito. O estudo do JRSM reforça que gestações não percebidas mais cedo apresentam maior risco de parto prematuro, bebês pequenos para a idade gestacional (PIG) e maior mortalidade infantil.
“Tanto o exame de urina de farmácia quanto o exame de sangue conseguem confirmar a gestação através da dosagem do beta HCG”, orienta a médica. Ela reforça que a interpretação de sinais sutis depende também da relação de cada mulher com o próprio corpo.
Para evitar atrasos no diagnóstico, a recomendação é que a mulher observe alterações físicas mesmo quando discretas. “Qualquer mudança deve ser investigada, especialmente para quem tem vida sexual ativa, nenhum método contraceptivo é 100% infalível”, afirma a médica.
Sobre o Hospital e Maternidade Santa Joana
Com 77 anos de excelência, o Hospital e Maternidade Santa Joana é referência em saúde da mulher e do neonato. A instituição oferece desde atendimentos de baixa complexidade até os procedimentos mais avançados de alta complexidade nas áreas de ginecologia, obstetrícia, medicina fetal, imunização, cirurgia cardíaca neonatal, endometriose, saúde do assoalho pélvico, vídeo cirurgias, incluindo a cirurgia robótica, entre outros.
O Santa Joana conta ainda com diversos Centros de Diagnóstico Integrados (CDI) especializados em pré-natal de baixo e alto risco, distribuídos estrategicamente pelas principais regiões de São Paulo. Esses centros reúnem alta tecnologia e equipes multidisciplinares para proporcionar, em um único local, exames completos com agilidade, precisão e conforto.
Ao longo de sua trajetória, a instituição já realizou mais de 500 mil partos e apresenta indicadores de desfechos maternos e neonatais comparáveis aos melhores resultados internacionais.
Reconhecido nacional e internacionalmente, o Hospital e Maternidade Santa Joana possui diversas certificações globais, e foi eleito, por 11 anos consecutivos, a melhor maternidade de São Paulo pelo Datafolha. Também figura entre os cinco melhores hospitais do Brasil nas especialidades de obstetrícia, ginecologia e pediatria, segundo o ranking World’s Best Hospitals 2026, publicado pela revista americana Newsweek.
Site: www.santajoana.com.br
Responsável técnico: Hospital e Maternidade Santa Joana: Dr. Eduardo Cordioli - CRM 90587
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