16.04.2026 às 17:42
Assessoria HU Brasil - HDT-UFNT
Alterações persistentes na voz podem indicar problemas de saúde e devem acender o sinal de alerta. No Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), administrado pela Rede HU Brasil, reforça a importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sinais relacionados à saúde vocal.
Rouquidão por mais de duas semanas, dor ao falar, cansaço vocal, falhas na voz, perda vocal e o hábito frequente de pigarrear são sintomas que não devem ser ignorados. Embora muitas vezes associados a situações passageiras, eles podem estar ligados a condições que vão de inflamações simples a doenças mais graves, exigindo avaliação clínica.
De acordo com o fonoaudiólogo do HDT-UFNT, Ives Pinheiro, observar os primeiros sinais faz toda a diferença no tratamento. “Pigarro constante, cansaço ao falar e rouquidão persistente são indicativos de que algo não vai bem. Mesmo quando parecem leves, esses sintomas precisam ser investigados. A avaliação especializada é fundamental para um diagnóstico preciso e para evitar agravamentos”, explica.
O diagnóstico de doenças relacionadas à voz é realizado por médicos, como otorrinolaringologistas ou cirurgiões de cabeça e pescoço, enquanto alterações funcionais podem ser avaliadas por fonoaudiólogos especialistas. Quando identificadas precocemente, muitas dessas condições apresentam tratamento mais simples, com melhores resultados e menor impacto na rotina do paciente.
Prevenção e cuidados diários
Manter a saúde vocal depende, principalmente, de hábitos cotidianos, orienta o fonoaudiólogo Ives Pinheiro. A ingestão adequada de água é essencial para o bom funcionamento das pregas vocais. Também é importante evitar gritar, falar em excesso ou competir com ruídos - situações que exigem maior esforço vocal.
O uso de cigarro e bebidas alcoólicas, assim como mascarar sinais com pastilhas e sprays sem orientação profissional, pode agravar problemas vocais. “Respeitar os limites da voz, falar de forma pausada e fazer pequenas pausas ao longo do dia são medidas simples que ajudam a prevenir lesões”, afirma o especialista.
Outro ponto de atenção é buscar ajuda ao perceber qualquer alteração persistente, evitando a automedicação e o adiamento do diagnóstico.
Atuação do HDT-UFNT
Como hospital universitário, o HDT-UFNT atua na assistência à população, na formação de profissionais de saúde e na disseminação de conhecimento. Na unidade, pacientes internados passam por avaliação fonoaudiológica, com foco na funcionalidade da voz e da deglutição. Quando necessário, são encaminhados para avaliação médica especializada, garantindo cuidado integrado.
“Nosso papel, enquanto fonoaudiólogos, também é orientar e conscientizar a população quanto ao uso adequado da voz, bem como avaliar e reabilitar as disfonias funcionais e as sequelas das disfagias orgânicas, com um planejamento terapêutico individualizado para cada caso”, explica o fonoaudiólogo.
O atendimento é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso regulado, o que assegura organização e equidade. A iniciativa integra as ações de promoção à saúde da instituição, que busca ampliar o acesso à informação qualificada e incentivar o cuidado preventivo.
Sobre a HU Brasil
O Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFNT) faz parte da Rede HU Brasil desde 2015. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
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