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Notícias / Educação

13.06.2026 às 07:01

Matemática com sentido: como tornar a aprendizagem mais prazerosa sem abrir mão dos resultados

No Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, equipe multidisciplinar defende que o bom desempenho em vestibulares nasce de uma aprendizagem significativa, crítica e acompanhada de perto

Cybelle França Mackenzie

Os resultados mais recentes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA, reacenderam um alerta importante sobre a aprendizagem matemática no Brasil. Segundo o levantamento, mais de 70% dos estudantes brasileiros avaliados apresentaram dificuldades básicas em Matemática, ficando abaixo do nível considerado adequado para o exercício pleno da cidadania.
 

O dado reforça uma questão central para as escolas: como tornar o ensino de Matemática mais prazeroso, significativo e próximo da realidade dos estudantes, sem deixar de lado a preparação para vestibulares, ENEM e demais avaliações externas?
 

No Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, esse desafio é tratado de forma integrada pela equipe multidisciplinar do Ensino Médio, envolvendo Coordenação Pedagógica, Orientação Educacional e professores da área de Matemática. A proposta é compreender que bons resultados acadêmicos não dependem apenas de treino, repetição e memorização, mas de um acompanhamento formativo que ajude o estudante a pensar matematicamente.
 

Para Ronaldo Queiroz, Coordenador do Ensino Médio, resultado e aprendizagem crítica não devem ser vistos como caminhos opostos. “Não podemos reduzir a Matemática à memorização de fórmulas ou à repetição mecânica de exercícios. O estudante que compreende o que faz, por que faz e em que situações pode aplicar determinado conhecimento está mais preparado para enfrentar provas, vestibulares e desafios da vida. O bom desempenho é consequência de uma aprendizagem bem estruturada”, afirma.
 

Segundo o coordenador, a preparação para exames precisa unir domínio técnico, interpretação, análise de dados, raciocínio lógico e argumentação. Por isso, a escola busca acompanhar não apenas as notas dos estudantes, mas também suas dificuldades, avanços, lacunas conceituais e formas de resolução.
 

A Orientação Educacional, representada por Wendell Gonzaga, também tem papel fundamental nesse processo. O acompanhamento dos estudantes permite identificar fatores emocionais, comportamentais e organizacionais que interferem diretamente na relação com a Matemática.
 

“Muitos alunos não têm dificuldade apenas com o conteúdo. Às vezes, eles carregam insegurança, medo de errar ou uma ideia de que não são capazes de aprender Matemática. Nosso trabalho é ajudá-los a reorganizar essa percepção, desenvolver confiança e compreender que o erro também faz parte do processo de aprendizagem”, destaca Wendell Gonzaga.
 

Essa visão é importante porque, para muitos estudantes, a Matemática se torna uma disciplina associada à ansiedade e à resposta certa ou errada. Quando o erro passa a ser tratado como diagnóstico, e não como fracasso, o aluno consegue compreender melhor onde está sua dificuldade e quais estratégias pode utilizar para avançar.
 

Na sala de aula, os professores de Matemática Bruno Henrique e Israel Veríssimo atuam diretamente nesse equilíbrio entre rigor acadêmico e aprendizagem significativa. A proposta é manter a exigência própria da disciplina, mas tornando o processo mais claro, contextualizado e participativo.


Para o professor Bruno Henrique, uma aula de Matemática mais prazerosa não significa uma aula mais fácil.

“O prazer em aprender Matemática aparece quando o estudante percebe sentido no que está estudando. Isso acontece quando ele entende o conceito, consegue relacionar o conteúdo com situações reais e percebe que há diferentes caminhos para resolver um problema. O rigor continua existindo, mas ele vem acompanhado de compreensão”, explica.


Nesse sentido, resolver questões de vestibulares e do ENEM continua sendo uma estratégia importante, mas não pode ser a única. O exercício precisa ser acompanhado de leitura cuidadosa do enunciado, análise das informações, comparação de estratégias, discussão dos erros e validação dos resultados.


O professor Israel Veríssimo reforça que a Matemática deve ser apresentada como uma linguagem para interpretar o mundo. “Quando trabalhamos com gráficos, tabelas, situações do cotidiano, tecnologias, jogos intelectuais e problemas contextualizados, o estudante percebe que a Matemática não está restrita ao livro ou à prova. Ela está presente nas decisões financeiras, na leitura de dados, na ciência, na tecnologia e na vida prática”, afirma.
 

Essa abordagem dialoga com as competências previstas para o Ensino Médio, que indicam a necessidade de desenvolver raciocínio, investigação, resolução de problemas, comunicação e argumentação matemática. Assim, o estudante deixa de apenas aplicar fórmulas e passa a construir estratégias, justificar respostas e avaliar a coerência dos resultados encontrados.


No trabalho conjunto da equipe multidisciplinar do Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, a Matemática é compreendida como parte da formação integral do estudante. A Coordenação acompanha os resultados e direciona intervenções pedagógicas; a Orientação Educacional observa aspectos emocionais e de organização dos estudos; e os professores transformam essas informações em estratégias didáticas para a sala de aula.


Essa integração permite que a pressão por resultados seja transformada em oportunidade pedagógica. Em vez de mecanizar o ensino, os dados de desempenho ajudam a identificar necessidades reais, planejar retomadas, propor desafios e fortalecer a autonomia dos estudantes.


“Ensinar Matemática de forma prazerosa não significa diminuir o rigor, mas dar sentido ao que se aprende. Quando o estudante percebe propósito, recebe acompanhamento e é desafiado de forma adequada, ele passa a se envolver mais com a própria aprendizagem”, conclui Ronaldo Queiroz.


Mais do que tornar a Matemática “fácil”, o desafio é torná-la compreensível, relevante e possível. Quando coordenação, orientação educacional e professores atuam de maneira integrada, o estudante deixa de enfrentar a disciplina sozinho e passa a ser acompanhado em seu percurso de desenvolvimento. Nesse processo, o prazer em aprender nasce da descoberta de que a Matemática tem sentido, utilidade e propósito.

 

Sobre os Colégios Presbiterianos Mackenzie
 

Os Colégios Presbiterianos Mackenzie são reconhecidos, hoje, pela qualidade no ensino e educação que oferecem aos seus alunos, enraizada na antiga Escola Americana, fundada em 1870, pelo casal George e Mary Chamberlain, em São Paulo. A instituição dispõe de unidades em São Paulo, Tamboré (em Barueri-SP), Brasília (DF), Palmas (TO) e Recife (PE). Com todos os segmentos da Educação Básica - Educação Infantil (Maternal, Jardim I e II), Ensino Fundamental e Ensino Médio, procura o desenvolvimento das habilidades integrais do aluno e a formação de valores e da consciência crítica, despertando o compromisso com a sociedade e formando um indivíduo capaz de servir ao próximo e à comunidade. No percurso da história, o Mackenzie se tornou reconhecido pela tradição, pioneirismo e inovação na educação, o que permitiu alcançar o posto de uma das renomadas instituições de ensino que mais contribuem para o desenvolvimento científico e acadêmico do País.
 


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