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Notícias / Gestão Pública

10.07.2026 às 06:30 - Atualizada em 10.07.2026 às 11:18

​“Planilha não vira dívida pública”: intervenção cobra provas dos R$ 27 milhões alegados pelo Consórcio

Junta interventora afirma que o valor divulgado pela concessionária não constitui dívida reconhecida pelo Município e informa que eventual documentação será analisada com rigor, transparência e respeito ao contraditório.

Assessoria Lisa Rodrigues - Equipe de Intervenção

A Junta Interventora nomeada pela Prefeitura de Campo Grande para acompanhar a concessão do transporte coletivo voltou a se manifestar sobre a situação financeira do Consórcio Guaicurus. Em nota encaminhada à imprensa nesta quinta-feira (9), o interventor-geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira afirmou que os R$ 27 milhões mencionados pelo Consórcio não constituem dívida reconhecida pelo Município e que qualquer alegação deverá ser comprovada por documentação.

Segundo o interventor, os valores divulgados pelo Consórcio representam uma manifestação unilateral, sem reconhecimento formal por parte da administração pública.

"Não existe crédito algum. Esses valores apresentados são meras expectativas unilaterais", afirmou Alexandro Oliveira, acrescentando que eventuais documentos apresentados serão analisados "com rigor e imparcialidade".

A manifestação é uma resposta à nota divulgada pelo Consórcio Guaicurus na quarta-feira (8), na qual a concessionária informou ter encaminhado uma interpelação extrajudicial à equipe de intervenção. De acordo com Alexandro, o documento ainda não foi oficialmente recebido, mas será respondido formalmente assim que chegar ao conhecimento da Junta Interventora.

Relatório aponta passivos e problemas na operação

A nota também relembra informações apresentadas durante a divulgação do primeiro relatório da intervenção, realizada na última segunda-feira (6), na Câmara Municipal de Campo Grande.

Conforme o documento, foram identificados aproximadamente R$ 20 milhões em passivos financeiros envolvendo bancos e fornecedores. A equipe de intervenção destaca que esses valores não foram contestados pelas empresas que integram o Consórcio.

O relatório ainda aponta uma série de dificuldades operacionais, entre elas uma frota considerada envelhecida, com cerca de 190 ônibus em circulação há mais de dez anos, além de problemas relacionados à gestão da concessão e atrasos no recolhimento de tributos desde 2014.

Transparência e continuidade do serviço

A Junta Interventora informou que continuará desenvolvendo os trabalhos com foco na transparência, no respeito ao contraditório e na continuidade da prestação do serviço de transporte coletivo à população.

Segundo o interventor-geral, o objetivo da intervenção é esclarecer as causas que levaram à degradação da qualidade do transporte público na Capital e levantar informações técnicas que subsidiem as decisões do Município durante o período de intervenção.



 Interventor-geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira

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