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Notícias / Consumidor

31.03.2026 às 12:06 - Atualizada em 31.03.2026 às 20:40

O custo do sachê: quando pequenas porções viram desperdício na alimentação

Impacto no controle de porções, no desperdício e na rentabilidade coloca os sachês no centro da gestão da alimentação fora do lar

Daniela Begas DFREIRE Comunicação e Negócios

Você já fez a conta de quantos sachês vão para o lixo todos os dias no seu estabelecimento? Às vezes eles ficam fechados na mesa, às vezes são usados pela metade e descartados logo depois. Esse cenário, comum em padarias, lanchonetes, bares e restaurantes, entrou em discussão na Europa após o Conselho da União Europeia aprovar o Regulamento (UE) 2025/40, que prevê a redução de embalagens descartáveis, incluindo porções individuais de molhos e condimentos, sempre que o restaurante puder servir esses produtos de outra forma.
 

“Na correria da operação, o sachê parece a solução mais simples. Mas ele cria uma porção padrão que nem sempre é o que o cliente realmente precisa e muitas vezes ele pega mais do que o necessário. Quando sobra produto, estamos falando de alimento e dinheiro indo para o lixo”, explica Sandra Gomes, Gerente Comercial de Gastronomia da Prática. “Pode parecer pouco em cada mesa, mas no volume diário de um restaurante, isso ganha proporção.”
 

A nova regra europeia começa a valer de forma geral a partir de agosto de 2026 e pode ter etapas até 2030. Ela restringe embalagens plásticas de uso único em hotéis, bares e restaurantes, incluindo ketchup, maionese, mostarda e açúcar em sachês, sempre que existirem alternativas como refis ou dispensers.
 

O tema não é só embalagem, é gestão de alimento. Em muitos estabelecimentos, o cliente pega dois ou três sachês “por garantia”. Parte não é usada. Outra parte é aberta e não é consumida até o fim. No final do dia, isso representa desperdício de produto que já foi comprado, armazenado e pago.
 

Além disso, cada sachê envolve custo, compra do insumo, embalagem, transporte, armazenamento e descarte. Quando o controle das porções não é bem pensado, o desperdício acontece sem que o dono perceba. E, em um setor onde a margem costuma ser apertada, pequenos excessos diários fazem diferença no resultado do mês.
 

“Quem trabalha com alimentação sabe que lucro está nos detalhes. Controlar melhor as porções, reduzir sobras e organizar a forma de servir molhos e acompanhamentos é uma decisão estratégica. O debate sobre sachês é, no fundo, uma conversa sobre eficiência, cuidado com o alimento e saúde financeira do negócio”, finaliza Sandra.
 

Para mais dicas de empreendedorismo, equipamentos e receitas, você pode acompanhar através do blog da Prática: https://blog.praticabr.com/

 

Sobre a Prática

A Prática, fundada em 1991, oferece o que há de mais moderno em fornos profissionais, ultracongeladores e máquinas de panificação. Com mais de 800 colaboradores, sendo 55 deles em P&D, a Prática é líder no segmento de equipamentos para o preparo de alimentos no Brasil e atua em mais de 60 países.

Ajudar seus clientes a prepararem comida de qualidade sem desperdícios é o propósito da Prática. Entendemos a importância do nosso papel na cadeia que se inicia nos campos e lavouras até a oferta de alimentos preparados para as pessoas.
 

Mais do que equipamentos, a Prática oferece soluções integradas e uma rede de suporte pré e pós-venda que permite a seus clientes realmente aprimorar suas operações. Por meio dos seus chefs e nutricionistas, a Prática apoia a implementação de processos de melhoria na qualidade e combate ao desperdício.


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